11 2092-3039 | 11 2092-4834
atendimento@ianezetoledo.com.br
Rua da Mooca, 1291 - Sala 103 | Mooca
     

G1 responde a dúvidas de leitores sobre manutenção do carro


Uso de pneus maiores que o recomendado pode causar danos.
“Ricardo Lopes da Fonseca” Especial para o G1

A manutenção do carro não é feita apenas na oficina. Revisões básicas para que o veículo não comece a dar trabalho com pouco tempo de uso devem ser feitas semanalmente. No entanto, todo dia o proprietário do veículo deve estar atento a certos cuidados ao dirigir, como não deixar o pé apoiado na embreagem quando o carro estiver parado no semáforo.

Tenho um Corsa Hatch, modelo 2002. A embreagem dele está mais dura, isto é
correto?
“Jorge Luiz Duarte”

A embreagem de um automóvel endurece com o tempo de uso, é normal. Mas isso
só acontece depois de muitos anos. Em alguns casos, esse ?peso? na embreagem
indica desgaste, principalmente se estiver associada ao pedal alto, ou seja,
quando o motorista precisa tirar bastante o pé para o veículo entrar em
movimento. Contudo, um motorista mais zeloso consegue manter a embreagem
suave por mais tempo. Uma boa dica é evitar de segurar o carro em subidas
apenas na embreagem. Quando enfrentar uma ladeira e tiver de parar, pise no
freio e se for o caso utilize também o freio de mão, mas evite ao máximo de
manter o carro parado somente na embreagem. Também evite de ficar parado no
semáforo com o pé fincado na embreagem e nas trocas de marcha pise até o
final entre uma marcha e outra. Também nunca deixe o pé apoiado no pedal da
embreagem quando estiver em movimento.

Há necessidade de limpeza dos sensores da injeção eletrônica?
“ Lorival.”


A limpeza nem sempre é necessária, mas a inspeção sim. O prazo para a
limpeza e a manutenção dos sensores e dos principais itens do sistema de
alimentação está especificado no manual do proprietário. Conforme o
fabricante, pode variar entre 25 mil e 30 mil quilômetros, mas o correto é
fazer ao menos uma inspeção a cada 15 mil quilômetros em razão da qualidade
do combustível no mercado. Essa inspeção também é programada nas várias
revisões do carro recomendadas pelo fabricante.

Gostaria de ter mais informações sobre a troca de óleo, pois hoje em dia há
vários tipos de óleo: sintético, normal, com aditivos. E saber também o
total de km que devo fazer a troca de óleo.

“Wagner, Alfenas (MG)”


O importante, a saber, sobre óleo do motor é que cada veículo tem uma
especificação recomendada pelo fabricante. Essa especificação consta no
manual do proprietário. Nas trocas é preciso tomar o devido cuidado de usar
produtos de um mesmo nível de desempenho (API) - sigla em inglês de
Instituto Americano do Petróleo, uma classificação de duas letras que
informa o tipo de motor para o qual o óleo se destina (gasolina ou diesel) e
o nível de qualidade. Também não se esquecer do mesmo índice de viscosidade
(SAE) - sigla em inglês para Sociedade de Engenharia Automotiva, que
classifica os lubrificantes automotivos em faixas de viscosidade. Vamos
tomar como exemplo o 15W40. O primeiro número indica a viscosidade do óleo
em uma temperatura baixa, como na hora da partida, e o segundo indica a
viscosidade à temperatura operacional. Quanto menor o primeiro número, mais
fino é o óleo e quanto maior o segundo, mais grosso.

Além disso, é importante usar um único tipo de óleo e de preferência da
mesma marca. Em princípio, os óleos automotivos são compatíveis entre si,
sendo até possível misturar marcas diferentes. No entanto, a melhor
alternativa ainda é evitar esse procedimento. Uma observação importante é
nunca misturar óleo mineral com óleo sintético. Quanto aos prazos, o óleo do
tipo mineral tem o prazo de troca estipulado a cada 5 mil quilômetros,
semi-sintético a cada 10 mil quilômetros e sintético a cada 20 mil
quilômetros. Independentemente da quilometragem, também é preciso ficar
atento ao tempo de uso, pois mesmo que a quilometragem não for atingida, a
cada seis meses é necessário fazer a troca do óleo. Lembre-se que o filtro
de óleo deve ser substituído em toda troca de óleo.

Gostaria de saber se, realmente, o uso do ar-condicionado tem relação com o
aumento do consumo de combustível, e se posso deixar o ar já acionado para
que, quando ligar o carro, ele já funcione automaticamente.
“Marcelo Pinheiro Chaves”


O condicionador de ar tem relação direta com o consumo, pois para funcionar
o seu gerador é ligado ao motor do carro por correias. Ao entrar em
funcionamento, o ar-condicionado retira do motor do automóvel algo em torno
de 8 a 15 cavalos de potência. O equipamento pode permanecer com seu
interruptor acionado, mesmo antes da partida do motor. Acontece que, em
carros mais usados, alguns equipamentos podem vir a ter problemas em razão
disso. Se o seu carro tem mais de 10 anos de uso, é bom desligar e ligar
somente com o carro em funcionamento. Tudo funciona bem se a manutenção
estiver em dia, por isso é recomendável fazer uma inspeção anual para
verificar o filtro, que retém impurezas vindas do ar externo e também pode
acumular fungos se não for trocado periodicamente. A inspeção pode detectar
vazamentos e também checar o nível do gás. Se ele não estiver em ordem, o
condicionador não vai esfriar o ambiente.

Pneus maiores que o recomendado pelo fabricante podem causar danos ao
veiculo? Quais?
“ Valter Barreto (Salvador)”


Em todos os carros o manual do proprietário considera algumas opções com
medidas diferentes. Não são muito distintas, mas na hipótese de fazer alguma
alteração é bom consultar o manual. Alguns veículos têm versões com
características diferentes que acabam exigindo pneus diferentes, um bom
exemplo são as versões esportivas. No caso de se colocar um pneu maior,
considera-se que será mais largo e mais alto que o anterior. Essa troca vai
provocar mudanças no carro sim, algumas sutis, como o consumo de
combustível. A aferição do velocímetro e hodômetro também serão alteradas,
pois o pneu novo terá medidas diferentes que irão comprometer a aferição
original do automóvel. Caso a alteração na medida seja excessiva, podem
ocorrer interferências na estrutura do veículo. Os componentes da suspensão
também podem ter a vida útil encurtada, se forem submetidos a esforço
diferente do projeto em razão de um pneu muito diferente do tamanho
original.

Sempre que retirarmos um pneu, por estar furado ou por outro motivo que não
seja a troca por desgaste, devemos fazer alinhamento e balanceamento?*
“ Gilberto Santos( Rio de Janeiro)”


A substituição de um pneu por causa de um furo, por exemplo, não exige novo
balanceamento e muito menos alinhamento. O balanceamento deve ser realizado
sempre que se perceber alguma trepidação no volante ou a cada 5 mil
quilômetros. O alinhamento deve ser realizado sempre que o motorista sentir
que o veículo está com um comportamento inadequado, ou seja, puxando para um
dos lados ou a cada 10 mil quilômetros.

Gostaria saber um pouco sobre o liquido de arrefecimento, quando trocar e
se pode ser completado quando estiver baixo. Quais os problemas que podem
ocorrer na falta do líquido?
“ Anderson Cassius”


Primeiro deve se fazer uma inspeção semanal no reservatório de água do
motor. Caso a água estiver abaixo da indicação de nível mínimo, será preciso
completar. Mas não se deve completar apenas com água normal, também é
preciso adicionar na proporção necessária o liquido de arrefecimento, muito
conhecido por aditivo da água. Se o nível de água começar a baixar
frequentemente será preciso levar o carro a uma oficina para averiguar o
sistema.

O sistema de arrefecimento deve ser inspecionado ao menos uma vez por ano.
Nessa inspeção, é fundamental fazer a limpeza, que esgota toda a água, limpa
o radiador, confere as mangueiras de borracha e mantém o sistema livre de
resíduos que podem impregnar o bloco e desse modo diminuir a eficiência na
refrigeração do motor. A falta de água no arrefecimento faz o motor ferver e
a consequência é uma só, o motor poderá fundir.

Como e quando devo lavar o motor do meu carro (motor a diesel)?
“ Salomão Cosme, Campo dos Goytacazes (RJ)”


O ideal é não lavar muitas vezes, apenas se estiver muito sujo, algo que não
deve ser mais que uma vez ao ano. Antes de tudo, evite jogar água quando o
motor ainda estiver quente. Na hora da lavagem, não use produtos químicos e
derivados de petróleo, pois esses agentes químicos podem corroer as peças de
borracha do motor e também afetar o sistema elétrico. Aplicar óleo diesel
sobre pressão não é recomendado. O que pode ser feito é aplicar com um
pincel apenas nas áreas mais afetadas (sujas) e, em seguida, enxaguar com
água. O ideal é que não fiquem resquícios do óleo, pois ele poderá acumular
mais facilmente a sujeira. Mas lembre-se de nunca utilizar em partes de
borracha. É importante nunca usar água sob pressão, pois pode comprometer
sensores e componentes elétricos e eletrônicos.

Fonte: www.g1.com.br

Voltar

 
© 2011 Ianez e Toledo
Todos os direitos reservados